5 Mitos sobre o emagrecimento

Muitos ainda acreditam que é possível emagrecerÍndice através de um “PASSE DE MÁGICA”! Além disso as pessoas enfrentam rotinas atribuladas e tem um nível de ansiedade tão alto que as impede de observar as melhoras graduais que a reeducação alimentar pode proporcionar. Paralelamente com esta situação, a cada dia são criados mitos que reforçam a ilusão de emagrecimento instantâneo e a prática errada da boa nutrição. Abaixo, estão 5 desses mitos:

  • Cortar carboidrato emagrece: – O baixo consumo de alimentos fontes de carboidratos é adotado por muitos pacientes, principalmente no período da noite. Estudos mostram que isto causa uma perda maior de água do que de gordura. Depois que esta prática é suspensa, a água é recomposta e o peso volta ao de antes da dieta.
  • Jejum prolongado ajuda a perder peso: – Permanecer longos períodos em jejum favorece maior ingestão de alimentos na refeição seguinte, o que pode levar ao aumento de peso. Porém, o jejum leva a uma importante perda de eletrólitos (como cálcio, sódio, magnésio e fosfato), além da diminuição do tecido magro, etc.
  • Exercício em jejum acelera a queima de gordura: – Na prática de atividades físicas, diversos sistemas são ativados para que haja mobilização de energia e assim seja facilitada a sua redistribuição para o trabalho muscular. A mobilização dessa reserva energética sofre influência de diversos fatores, tais como: duração, intensidade e/ou freqüência do exercício, nível de treinamento, estado nutricional do indivíduo e também do conteúdo inicial das reservas corporais de substrato energético. Portanto, é fundamental estar alimentado para praticar a atividade física.
  • Sopas e sucos emagrecem: – Estudos mostram que a saciedade é alcançada mais rápido quando comemos alimentos sólidos. O ato de mastigar auxilia neste processo de saciedade, gerando menor consumo de alimentos e, consequentemente, de calorias.
  • Beber água gelada ou morna emagrece: – Embora a água seja indispensável para o bom funcionamento do organismo, não há estudos indicando que sua temperatura influencie na diminuição das células gordurosas.

Por fim concluímos que estes e outros mitos só atrasam a conquista de uma vida saudável envolvendo boa alimentação e prática de esportes.

Featured imageAndréia Carrara é nutricionista pós graduada em nutrição esportiva e tem mais de 15 anos de experiência profissional. CRN3 10.525

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“Adultescência”

AdultescênciaAdultescência

24/09/2015

Desde o ventre materno, o ser humano necessita de nutrientes para o seu crescimento e desenvolvimento saudável. Porém, a partir dos 25 anos, os nutrientes são necessários apenas para a reposição energética e a renovação celular.

Devido a vários fatores como a falta de informações sobre o assunto, por exemplo. Muitos adultos continuam se alimentando como se estivessem em fase de crescimento, ocasionando o sobrepeso e a obesidade. Este resultado é potencializado com a redução de seu metabolismo, tornando-se mais difícil a obtenção do seu peso ideal.

Para reverter esta situação, algumas mudanças de hábito podem ser adotadas:

    Alimente-se pelo menos, de 3 em 3 horas;

  • Evite excesso de preparações industrializadas como enlatados e sucos artificiais;
  • Evite o consumo de açúcar refinado;
  • Diminua o consumo de alimentos gordurosos como carnes gordas, bacon, maionese, frituras, etc.;
  • Coma frutas, legumes e verduras, variando ao máximo os tipos existentes e dando preferência aos alimentos da época;
  • Limite o consumo de sal. Evite adicionar sal ao alimento à mesa e use o mínimo de alimentos salgados;
  • Tome, diariamente, seis a oito copos de água;
  • Evite bebida alcoólica;
  • Não consuma complexo vitamínico ou de minerais ou outro suplemento dietético sem a orientação do nutricionista ou do médico;
  • Procure fazer do horário da refeição um momento muito agradável!

Consulte sempre um nutricionista!

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AÇÚCAR X ADOÇANTE

AÇÚCAR X ADOÇANTE

AÇÚCAR X ADOÇANTE

22/09/2015

Já há muitos anos tratamos o açúcar, especialmente o refinado, como um vilão da nossa alimentação diária. Em razão disso elegemos o adoçante como um substituto natural do açúcar para adoçar nossa vida, mas trocar um pelo outro não é exatamente o melhor a fazer.

Se hoje sabemos que o consumo excessivo de açúcar pode trazer problemas para nossa saúde, é porque o açúcar é consumido há muitas décadas e muitos estudos científicos realizados com milhares de pessoas chegaram a conclusões importantes sobre o assunto, nos mostrando que excessos devem ser evitados.

Exceção feita aos diabéticos e demais pessoas com restrição clínica ao consumo de açúcar, não há garantias de que o adoçante seja menos prejudicial para nossa saúde, então simplesmente trocar um pelo outro não é o ideal.

O fato de termos, hoje, adoçantes desenvolvidos a partir de compostos naturais, como a stevia, por exemplo, também não permite afirmar que nossa saúde não será prejudicada após anos de consumo exagerado – basta lembrar que o açúcar surge a partir da cana, também natural, e quando seu consumo teve início ninguém imaginava que se tratava de algo extremamente prejudicial para a saúde.

Precisamos lembrar também que há grande quantidade de adoçante nos refrigerantes e sucos diet e grande quantidade de açúcar nos refrigerantes e sucos comuns, o que nos permite concluir que o consumo desses gêneros deve ser minimizado ou simplesmente evitado, considerando os riscos que traz para a saúde.

Quando possível, a alternativa mais saudável é trocar o açúcar refinado, que passa por processos químicos, pelo açúcar mascavo, açúcar demerara ou o mel. Embora modifiquem um pouco a cor e o paladar das preparações, estes alimentos são fontes de vitaminas e minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

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Cuidados durante a gestação: Comer por dois ou para dois?

Gestação

CUIDADOS DURANTE A GESTAÇÃO: COMER POR DOIS OU PARA DOIS?

25/06/2015

Gestantes bem nutridas têm maiores condições de gerar bebês saudáveis. Porém, a ingestão de calorias e outros nutrientes não deve ser dobrada, mas sim aumentada de forma gradual e controlada. A gestante deve engordar até 12 kg durante toda a gestação.

A partir do segundo trimestre de gestação, ou seja, no quarto mês, a gestante precisa aumentar 300 calorias em sua dieta. Se estiver com baixo peso ou for adolescente, esta alteração deve acontecer desde o início. Mas, se for obesa ou estiver com sobrepeso, este aumento na ingestão calórica não é recomendado.

Muitas alterações orgânicas acontecem durante a gestação, causando desconforto no dia-a-dia da futura mamãe. Para aliviar este desconforto algumas medidas podem ser adotadas:

  • Anemia: aumentar o consumo de alimentos ricos em ferro (carnes, vegetais verdes escuros, feijões), ácido fólico (vegetais verdes escuros, frutas cítricas, frutas oleaginosas, feijões, cereais integrais, leite e derivados, produtos fortificados com ácido fólico) e vitamina C (frutas cítricas, tomate, pimentões, brócolis, etc.);
  • Azia: evitar pão, bolos, doces, açúcar, gordura, café, chá preto, chá mate, refrigerante, água com gás e mistura de sucos e outros alimentos na mesma refeição;
  • Enjoos, vômitos e excesso de salivação: consumir alimentos secos (biscoitos salgados e torradas), não tomar líquidos com as refeições, consumir frutas como laranja e abacaxi, fazer refeições leves antes de dormir para reduzir o enjoo matinal e não permanecer por mais de duas horas sem se alimentar;
  • Constipação intestinal (intestino preso): fazer caminhadas e outros exercícios físicos, aumentar o consumo de água, aumentar o consumo de fibras (cereais integrais, ameixa, mamão, frutas com casca), consumir lactobacilos (leite fermentado);
  • Insônia: fazer refeições leves a noite e duas horas antes de deitar-se, consumir alimentos relaxantes (alface, chá de erva cidreira, melissa, flor de maracujá), evitar alimentos com cafeína (café, chá mate, chá preto, chocolate, refrigerantes à base de cola);
  • Gases intestinais: evitar laticínios gordos (leite integral, creme de leite e queijos amarelos), pães e outras massas brancas (feitos com farinha refinada), preferir frutas frescas às conservas, evitar vegetais crucíferos (repolho, couve flor, brócolis), comer sem engolir ar, ou seja sem conversar;
  • Hemorroidas: estimular o bom funcionamento intestinal utilizando as orientações citadas anteriormente, evitar pimenta e gorduras em geral (manteiga, maionese, chocolate);
  • Inchaço: reduzir o consumo de sal, aumentar a ingestão de água, fazer exercícios físicos, usar sapatos confortáveis e roupas leves.

Durante o pré-parto, a gestante não deve ingerir alimentos, pois se for aplicada anestesia durante o parto, pode gerar eventualmente o vômito e consequente aspiração.

Após o parto, geralmente é oferecida uma dieta leve. Mas logo, a parturiente inicia dieta normal. É fundamental o aumento da ingestão de água, pois influenciará na produção de leite materno, e na atenção ao bom funcionamento intestinal.

Excesso de tecnologia é igual a falta de vitamina D

Vitamina D1EXCESSO DE TECNOLOGIA É IGUAL A FALTA DE VITAMINA D

18/06/2015

Sem percebermos, talvez em razão dos dias mais frios ou menos ensolarados, nos aninhamos dentro de nossas casas ou escritórios e esquecemos que é muito importante “tomar sol” diariamente para que a vitamina D, fundamental para nossa saúde, cumpra seu papel em nosso corpo e ajude a evitar doenças graves.

Apesar de vivermos num país que tem à disposição muitos dias de sol aberto, nossos hábitos e rotinas pessoais, especialmente nos meses frios, além da conhecida “correria diária” nos levam a ignorar a importância dos raios solares para a manutenção de uma boa saúde física e psicológica.

Além dessas questões, o uso excessivo da tecnologia como aparelhos de TV, computadores, vídeo games entre outros, além da violência dos grandes centros, tem contribuído para que pais e filhos permaneçam ainda mais longe do sol.

É claro que a vitamina D pode ser absorvida quando nos alimentamos, mas 20 minutos diários de exposição aos raios solares podem fazer com que o organismo produza vitamina D em quantidade que atenda nossas necessidades durante a juventude. Em situações especiais e para idosos pode ser necessária suplementação orientada por nutricionista ou médico após devida avaliação.

Diferente do que muitos imaginam, pesquisas realizadas ao redor do mundo demonstram de forma incontestável que há relação direta entre a exposição aos raios solares e a vitamina D, tanto na sua produção quanto no fundamental processo de absorção de cálcio pelo organismo, o que nos remete à saúde de nossos ossos, mas não é só isso.

Essas mesmas pesquisas constataram que a vitamina D está envolvida em inúmeros processos cerebrais, incluindo neurorregulação, neuroproteção, neuroplasticidade e desenvolvimento cerebral e, por isso, muitos desses estudos demonstram associação entre a falta de vitamina D e depressão, por exemplo.

A mesma vitamina D, está envolvida na síntese protéica dos músculos e no crescimento muscular, bem como no tratamento de fibrose hepática nos casos de hepatite C. Na infância, por exemplo, a falta de vitamina D pode levar ao raquitismo, causando uma desordem no crescimento. Entre outros problemas pode até afetar o esmalte dentário da criança.

Existem estudos relacionando a falta de vitamina D com câncer de mama, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias em crianças entre outras.

Também chamada de Calciferol ou Colecalciferol, a vitamina D é denominada lipossolúvel, ou seja, está presente em óleos. Portanto, é encontrada em grande quantidade no óleo de fígado de peixes como o lambari, bacalhau, arenque, atum e algumas espécies de cação. Leite e ovos também são fontes de vitamina D, mas atingir a quantidade necessária de vitamina D somente com uma boa alimentação pode não ser suficiente.

É fundamental mudarmos nossos hábitos para inserir 20 minutos diários de exposição ao sol para que a vitamina D seja produzida pelo organismo e assim atenda as necessidades do corpo.

A hipervitaminose D, que é o excesso de vitamina D, não ocorre por ingestão alimentar e sim medicamentosa. A hipervitaminose D é caracterizada por hipercalcemia, excessiva calcificação dos ossos, e até mesmo formação de cálculos renais, podendo também levar a surdez. Daí a necessidade de avaliação profissional antes tomar qualquer cápsula de vitamina D.

Então, a dica é manter uma alimentação saudável e introduzir peixes, ovos e leite na rotina alimentar, além de equilibrar as atividades do dia a dia para aproveitar o sol que nos é oferecido diariamente e de graça, claro, respeitando os horários em que se deve evitar o sol forte.

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Tire o saleiro da mesa

SalTIRE O SALEIRO DA MESA        

16/06/2015

Pesquisas recentes sugerem que a ingestão de sal inferior a 5 gramas, ou meia colher de chá, por dia tem efeitos benéficos para a saúde. O excesso de sal, porém, pode causar até osteoporose.

Existem diversos tipos de sal, sendo que os mais consumidos no Brasil são:

Sal refinado, entre todos é o mais utilizado. Por lei ele deve ser acrescido de iodo para evitar a incidência de bócio na população;

Sal marinho, que é apenas moído. Por não ser refinado, não tem obrigatoriedade de adição de iodo, porém, algumas marcas produzem o sal marinho iodado;

Sal grosso, muito utilizado em churrascos, também não é refinado.

O grande vilão é o sódio, um mineral que, quando unido a outro chamado cloro, forma o cloreto de sódio, ou “sal de cozinha”. O sódio constitui cerca de 2% do conteúdo total de minerais do corpo humano. Está distribuído por todos os fluidos no organismo, dentro e fora das células.

No reino vegetal quase não encontramos sódio. Frutas, legumes, verduras, cereais e leguminosas (feijões) são pobres em sódio, exceto as algas, o aipo e o espinafre que possuem uma concentração mais significativa desse mineral.

Os alimentos fontes de sódio são os de origem animal como as carnes, frutos do mar leite, queijos e alimentos industrializados em geral como temperos prontos, embutidos, frios, enlatados, conservas e defumados.

A alta ingestão de sódio aumenta a excreção de cálcio, podendo ocasionar a osteoporose, principalmente na pós-menopausa. Além disso, é responsável pela hipertensão arterial, por contribuir para a retenção de água no organismo, sobrecarregando o coração.

Segundo recomendações atuais da OMS (Organização Mundial da Saúde), adultos devem consumir menos de 2000 mg de sódio, ou o equivalente a 5 g de sal por dia, o que pode resultar em redução da pressão arterial e de doenças cardiovasculares.

Estudos recentes sugerem que a ingestão de 3 g de sal (ou ½ colher de chá) por dia terá um efeito benéfico ainda maior para a saúde cardiovascular. O objetivo dos pesquisadores foi analisar os efeitos da redução de sal sobre a pressão arterial, hormônios e lipídios do sangue em indivíduos normotensos e hipertensos. Para a realização desta pesquisa, foram reunidos 34 estudos clínicos, totalizando 3.230 pessoas avaliadas.

Os autores do estudo concluíram que “A associação significativa observada entre o consumo médio de 3 g de sal/dia com a redução de sódio urinário em 24 horas e a queda na pressão arterial indica que maiores reduções na ingestão de sal produzem efeitos benéficos para a prevenção da hipertensão, derrames, ataques cardíacos e insuficiência cardíaca entre as populações”.

É muito comum na culinária do dia a dia, a utilização de sal e temperos prontos para o preparo dos mesmos alimentos, e ainda o uso do saleiro na mesa durante a refeição, o que nos induz a temperar ainda mais nossos pratos.

Para evitar este exagero os saleiros devem ser retirados da mesa, os temperos prontos devem ser substituídos por ervas aromáticas frescas ou desidratadas como salsinha, cebolinha, cebola, alho, alecrim, orégano, manjericão, louro, etc., assim, o sabor será mantido e a sua saúde preservada.

O seu corpo agradece!

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Adoçantes: Heróis ou vilões?

AdoçantesADOÇANTES : HERÓIS OU VILÕES?

Os adoçantes são substâncias com o poder de adoçar os alimentos, mas, devido à sua estrutura química, não são absorvidos pelo organismo humano. São indicados para quem não pode ingerir açúcar e/ou para portadores de doenças como diabetes e obesidade que necessitam de uma restrição calórica.

A legislação brasileira divide os adoçantes em:

  • naturais, sendo a mais conhecida a estévia, além da frutose e do sorbitol e;
  • artificiais, como aspartame, sucralose, ciclamato e sacarina.

O que difere as duas modalidades é a origem deste adoçante e também seu poder de doçura em relação ao açúcar.

Os adoçantes chamados naturais são originados de plantas ou moléculas de compostos naturais, como na lactose do leite, o lactitol; e a própria estévia, da planta Stevia rebaudiana, único adoçante natural produzido em larga escala, cultivado nos países orientais, como China e Japão, e no Brasil. Já os artificiais são feitos a partir de moléculas sintéticas.

A estévia adoça 300 vezes mais que o açúcar. Já bastante consumido em países como o Japão, no Brasil chegou mais recentemente. Possui sabor residual amargo, mas tem o benefício de ser um adoçante natural.

Já o aspartame adoça 200 vezes mais que o açúcar, mas não tem o sabor amargo. Não é muito estável para uso culinário, ao contrário da sucralose, utilizada para bolos, tortas e outros doces. A medida estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o seu consumo é de 40mg por quilo de peso diariamente.

A utilização de adoçantes, simplesmente para o controle de peso, não é eficaz pelo fato de que esta substância não sinaliza a sensação de saciedade ao cérebro, fazendo com que o indivíduo nunca se sinta satisfeito, consumindo maior volume de alimentos.

Há contra-indicações para grávidas e mulheres que estão amamentando, para evitar que o bebê sofra algum tipo de alergia devido aos compostos sintéticos. Também não é recomendado para crianças, exceto para as que possuem diabetes por exemplo, sempre devidamente orientadas por nutricionista ou médico.

O ciclamato e a sacarina são contra-indicados em casos específicos, como os hipertensos, devido à grande quantidade de sódio contido em sua formulação.

Além disso, segundo pesquisadores de Israel, o consumo rotineiro deste produto pode causar diabetes tipo 2. Isto acontece, de acordo com o estudo realizado, porque os adoçantes alteram a composição da flora intestinal, aumentando a quantidade de glicose no sangue.

Por isso, e para evitar problemas futuros, o uso dos adoçantes deve ser sempre orientado.

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Como tratar a obesidade infantil

Criança obesaCOMO TRATAR A OBESIDADE INFANTIL

A obesidade pode ser responsável direta pela geração de outras patologias como diabetes, hipertensão arterial, hipercolesterolemia (colesterol ruim alto) e cardiopatias entre outras, e ocorre devido a uma alimentação rica em produtos industrializados (balas, doces, refrigerantes, salgadinhos, etc.) e pobre em alimentos saudáveis (legumes, verduras e frutas por exemplo). O excesso de peso também pode ter origem comportamental, derivando de hábitos e atitudes da própria família que sem perceber dá exemplos inadequados à criança. O tratamento desta doença envolve a correção de rotina alimentar, horários, composição das refeições e hábitos familiares que conjuntamente com paciência, determinação e segurança resultarão em bons exemplos de educação alimentar para os pequenos.

O IBGE em parceria com o Ministério da Saúde revelou em 2010, através de dados coletados com o estudo da “Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil”, realizada entre 2008 e 2009, que uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela OMS.

Como tratar de uma criança com sobrepeso ou obesidade?

  • Estabeleça horário para refeições e lanches, o ideal é oferecer refeições a cada 3 horas.
  • Ensine a comer devagar;
  • Não ofereça alimentos entre as refeições;
  • Diminua os líquidos durante as refeições;
  • Não recompense nem ameace a criança;
  • Tenha firmeza e equilíbrio;
  • Evite artifícios para estimular a alimentação. É comum os pais e familiares criarem artifícios, nem sempre indicados, para criança comer. Evite as seguintes situações:
    • Aviãozinho: Isto é benéfico se for por um gesto carinhoso para brincar de vez em quando. Se for um meio para a criança comer sem perceber, será necessário criar a cada dia novos mecanismos.    
    • Televisão: Evite ao máximo esse hábito. Quando a criança está vendo televisão, sua capacidade de registrar a quantidade de alimentos que está ingerindo é pequena.
    • Disfarçar alimentos: Criança não gosta de ser enganada. Não adianta fazer o pepino parecer um jacaré ou o tomate parecer uma casinha de sapo. Ela deve aprender que pepino é pepino e tomate é tomate. Porém, é válido variar a maneira de preparar a comida para estimular a ingestão de alimentos pelos quais a criança não tenha tanto apreço. Por exemplo, a cenoura pode ser servida crua (ralada), cozida em palitos ou rodelas, em purê, etc.;
  • Individualize a refeição. Cada indivíduo deve ter seu utensílio e sua porção de alimentos para saborear. Fazer o mesmo prato para a criança e para a mãe almoçar, por exemplo, além de ser anti-higiênico, não permite que a criança aprenda a ter sua individualidade e saiba a quantidade de alimentos que está consumindo, por exemplo;
  • O ideal é que o horário de refeição seja um momento de reunião e descontração familiar em volta da mesa. Mesmo que não seja possível reunir todos os membros da família, devido ao dia a dia corrido de cada um.
  • Reservar utensílios (como talheres, prato, copo, toalha americana, etc.) estampados com temas infantis melhora bastante o momento da refeição.
  • Respeite as preferências alimentares. Foi comprovado que as papilas gustativas são geneticamente determinadas. Assim, se a criança recusar um mesmo alimento várias vezes, significa que este lhe desagrada e que não se deve insistir. Nesse caso, substitua este alimento por outro do mesmo grupo, por exemplo, cenoura por abóbora ou espinafre por couve.
  • Diminua pouco a pouco a quantidade de alimentos. Não é correto retirar drasticamente um alimento da refeição habitual da criança com o objetivo de perder peso. O melhor caminho é diminuir gradativamente. Por exemplo: se ela come dois pãezinhos no café da manhã, troque para um e meio e, devagar, chegue a um.
  • Sanduíches são permitidos, desde que elaborados com alimentos pobres em gorduras. A culpa do alto valor calórico dos sanduíches geralmente não é do pão, mas sim do recheio. O ideal é que estes sanduíches sejam feitos com pães integrais e recheados com ricota, queijo fresco, embutidos de aves, tomate, alface, milho, peixe, etc.
  • Evite salsichas, lingüiças, salames, mortadelas, presuntos, batatas fritas, maionese, cremes e frituras em geral, pois são alimentos ricos em gorduras e sal, e contribuem grandemente para obesidade e hipertensão. Só a diminuição de gorduras durante o dia já auxilia consideravelmente no tratamento da obesidade.
  • Individualize as porções dos alimentos consumidos pelas crianças. É importante que a criança tenha noção da quantidade de alimentos que está consumindo. Sempre que possível, mostre a porção antes dela comer. Em vez de lhe dar um pacote inteiro de bolacha, pipoca, bala, chocolate, etc., separe uma parte. Ela terá de compreender que essa porção é suficiente e não lhe será oferecida outra.
  • Cuide do corpo e da mente da criança. O estilo de vida da criança se reflete diretamente no seu peso. Crianças menos ativas, mesmo não comendo em excesso, têm um risco maior de se tornar obesas. Daí a necessidade de estimulá-las a fazer atividades em ambientes ao ar livre, a passear a pé, ir a parques e participar dos serviços domésticos adequados a sua idade e com a supervisão de um adulto.
  • A obesidade certamente não aparece da noite para o dia e manter o peso não é tarefa das mais fáceis, principalmente para aqueles que têm propensão para engordar. É resultado de uma série de fatores e, por isso deve ser tratada simultaneamente por um conjunto de profissionais (pediatra, nutricionista, psicólogo e educador físico).

Por fim, constrangimentos e repreensões em público ou na hora das refeições são cargas difíceis de suportar por indivíduos tão imaturos, e mesmo por nós adultos. Por isso, a família não pode impor que a criança tenha um comportamento coerente em relação a esta questão. O apoio familiar é a única via para mudar os hábitos arraigados que levaram ao sobrepeso ou a obesidade.

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