Está comendo demais? Saiba porque e como evitar exageros.

Muitas vezes não nos damos conta, mas algumas situações nos induzem a comer mais do que comeríamos normalmente.

Por exemplo: Sem percebermos, ao almoçarmos num restaurante “por quilo” ou numa churrascaria duas coisas nos influenciam a comer muito mais do que estamos acostumados a comer em casa: A primeira é a quantidade de opções. Evidentemente que os restaurantes precisam oferecer alternativas, pois, cada cliente tem um gosto diferente, daí a necessidade de ter várias massas, carnes, legumes, frutas, saladas e verduras para agradar gregos e troianos.

Para quem come de tudo, porém, a existência de tantas opções faz com que o prato acabe sendo muito maior do que o normal, ou do que o necessário, e diversas são as razões que nos estimulam a colocar de tudo um pouco: fome, a aparência atraente da comida, seu cheiro, o simples fato de gostar de tudo o que está disponível e até mesmo o tamanho do prato que induz mesmo quem não come de tudo a colocar muito do pouco que come.

E porque os pratos são tão grandes, normalmente maiores que os da nossa casa? Justamente para que você possa colocar um pouco de tudo o que tem disponível e, no caso do restaurante por quilo, para você consumir mais e gastar mais.

Existem diversos estudos tratando da influência do tamanho do recipiente na quantidade de alimento ingerido, e a conclusão é sempre a mesma: Quanto maior o local disponível, maior o consumo. Seja o “balde” gigante de pipoca no cinema, o copo de refrigerante ou o prato de refeição de que estamos tratando agora.

 

 

Duas são as questões relativas a pratos grandes:

A primeira é que quando olhamos um prato muito vazio temos a impressão que estamos ingerindo pouco alimento e a tendência é ficar com fome em pouco tempo e buscar mais comida ou comer muito mais na refeição seguinte.

 

 

A segunda é que num prato muito grande, cabe muito mais alimento, então para satisfazer nossa “fome” podemos encher o prato ultrapassando nossa necessidade.

 

Ocorre que quando se está fazendo uma refeição esporádica, participando de uma comemoração em família, numa viagem de férias, ou algo do tipo, o prejuízo não é tão grande. O pior é para aqueles que trabalham fora e diariamente almoçam sob tais influências.

Outro ponto importante para considerar é que mais ou menos como as indústrias alimentícias os restaurantes tem como objetivo oferecer comida saborosa e com uma bela apresentação para cativar o cliente. Porém, quem cozinha sabe que para por sabor, o sal, o óleo, e demais condimentos precisam estar presentes em quantidades consideráveis, e para uma melhor apresentação, ou aparência, os corantes são necessários.

Então, não bastassem as opções a disposição e o tamanho do prato que te levam a comer muito mais do que seria necessário, a preparação voltada para o sabor e apresentação dos pratos vem somar para que você possa ter problemas de saúde no presente ou no futuro.

O que fazer diante de tais situações? E se eu trabalho fora e preciso me alimentar todos os dias num restaurante?

Bom, existem algumas dicas importantes que podem ajudar:

Em casa, evite pratos gigantes, não estou dizendo para comer em prato de sobremesa e muito menos num pires, não é isso, mas em pratos de refeição de tamanho normal. Não escolha seus pratos pelo tamanho enorme, use o bom-senso, afinal, existem pratos de diversos tamanhos como os primeiros debaixo da figura abaixo.

 

Nos restaurantes normalmente não dá para escolher o tamanho do prato, então a dica é outra. Procure selecionar primeiro a salada para que ela ocupe parte razoável do prato e se for se servir mais de uma vez, sirva-se primeiro com salada, para  saciar a fome em parte, e depois sirva-se com os alimentos quentes.

Outra coisa que ajuda é limitar suas opções durante cada refeição, ou seja, tenha em mente que vai comer apenas alguns alimentos e não todos os que estão disponíveis ou que você gosta, procurando escolher de acordo com a qualidade nutricional e a necessidade individual, sem exagerar na quantidade de cada item.

 

Andréia Carrara é nutricionista pós graduada em nutrição esportiva e tem mais de 15 anos de experiência profissional. CRN3 10.525

Visite: andreianutricionista.com.br  e-mail: contato@andreianutricionista.com.br

Anúncios

NOVOS RÓTULOS VÃO MELHORAR O DIA A DIA DOS BRASILEIROS COM ALERGIA ALIMENTAR

Novo RótuloPor: Andreia Carrara Nutricionista – http://www.andreianutricionista.com.br

Alergia alimentar é uma reação do nosso sistema imunológico à ingestão um determinado alimento, podendo surgir alterações na pele, no sistema gastrintestinal e respiratório. No Brasil, aproximadamente 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar.

Em fevereiro de 2014 surgiu um movimento criado e mantido por famílias de crianças com alergia alimentar chamado “PÕE NO RÓTULO”. Esta organização foi reconhecida pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que em 2015 criou a nova resolução destinada para a indústria alimentícia: a RDC 26 de 02 de julho de 2015, que estabelece os requisitos para a rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares teve prazo de 12 meses para entrar em vigor.

Esta legislação se aplica para todas as bebidas, ingredientes, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia embalados na ausência dos consumidores.

Serão identificados quase 20 tipos de alimentos: trigo, centeio, aveia, ovos, crustáceos, peixes, leite de todas as espécies de animais, soja, amendoim, avelã, amêndoa, macadâmia, pistaches, nozes, castanha de caju, castanha do Pará, pinoli, pecã e látex natural.

Os produtos industrializados que contenham estes alimentos ou que possam ser contaminados por contaminação cruzada, deverão conter em sua embalagem a notificação do alérgico.

Nos rótulos devem estar descritos os variados alertas para a população:

  1. “Alérgicos: Contém (alimentos causadores de alergias alimentares)”
  2. “Alérgicos: Contém derivados de (alimentos causadores de alergias alimentares)”
  3. “Alérgicos: Contém crustáceo (espécie)”
  4. “Alérgicos: Contém derivados de crustáceo (espécie)”
  5. “Alérgicos: Pode conter (alimentos causadores de alergias alimentares)”

Para maiores informações sobre Alergia Alimentar, acesse:

http://poenorotulo.com.br/CartilhaAlergiaAlimentar_29AGO.pdf

http://poenorotulo.com.br/CARTILHA_APLV_ESCOLA_alta2.pdf

http://www.asbai.org.br/secao.asp?s=81&id=306

Andréia Carrara  NutricionistaAndréia Carrara é nutricionista pós graduada em nutrição esportiva e tem mais de 15 anos de experiência profissional. CRN3 10.525

 

5 Mitos sobre o emagrecimento

Muitos ainda acreditam que é possível emagrecerÍndice através de um “PASSE DE MÁGICA”! Além disso as pessoas enfrentam rotinas atribuladas e tem um nível de ansiedade tão alto que as impede de observar as melhoras graduais que a reeducação alimentar pode proporcionar. Paralelamente com esta situação, a cada dia são criados mitos que reforçam a ilusão de emagrecimento instantâneo e a prática errada da boa nutrição. Abaixo, estão 5 desses mitos:

  • Cortar carboidrato emagrece: – O baixo consumo de alimentos fontes de carboidratos é adotado por muitos pacientes, principalmente no período da noite. Estudos mostram que isto causa uma perda maior de água do que de gordura. Depois que esta prática é suspensa, a água é recomposta e o peso volta ao de antes da dieta.
  • Jejum prolongado ajuda a perder peso: – Permanecer longos períodos em jejum favorece maior ingestão de alimentos na refeição seguinte, o que pode levar ao aumento de peso. Porém, o jejum leva a uma importante perda de eletrólitos (como cálcio, sódio, magnésio e fosfato), além da diminuição do tecido magro, etc.
  • Exercício em jejum acelera a queima de gordura: – Na prática de atividades físicas, diversos sistemas são ativados para que haja mobilização de energia e assim seja facilitada a sua redistribuição para o trabalho muscular. A mobilização dessa reserva energética sofre influência de diversos fatores, tais como: duração, intensidade e/ou freqüência do exercício, nível de treinamento, estado nutricional do indivíduo e também do conteúdo inicial das reservas corporais de substrato energético. Portanto, é fundamental estar alimentado para praticar a atividade física.
  • Sopas e sucos emagrecem: – Estudos mostram que a saciedade é alcançada mais rápido quando comemos alimentos sólidos. O ato de mastigar auxilia neste processo de saciedade, gerando menor consumo de alimentos e, consequentemente, de calorias.
  • Beber água gelada ou morna emagrece: – Embora a água seja indispensável para o bom funcionamento do organismo, não há estudos indicando que sua temperatura influencie na diminuição das células gordurosas.

Por fim concluímos que estes e outros mitos só atrasam a conquista de uma vida saudável envolvendo boa alimentação e prática de esportes.

Featured imageAndréia Carrara é nutricionista pós graduada em nutrição esportiva e tem mais de 15 anos de experiência profissional. CRN3 10.525

Visite: andreianutricionista.com.br         e-mail: contato@andreianutricionista.com.br

“Adultescência”

AdultescênciaAdultescência

24/09/2015

Desde o ventre materno, o ser humano necessita de nutrientes para o seu crescimento e desenvolvimento saudável. Porém, a partir dos 25 anos, os nutrientes são necessários apenas para a reposição energética e a renovação celular.

Devido a vários fatores como a falta de informações sobre o assunto, por exemplo. Muitos adultos continuam se alimentando como se estivessem em fase de crescimento, ocasionando o sobrepeso e a obesidade. Este resultado é potencializado com a redução de seu metabolismo, tornando-se mais difícil a obtenção do seu peso ideal.

Para reverter esta situação, algumas mudanças de hábito podem ser adotadas:

    Alimente-se pelo menos, de 3 em 3 horas;

  • Evite excesso de preparações industrializadas como enlatados e sucos artificiais;
  • Evite o consumo de açúcar refinado;
  • Diminua o consumo de alimentos gordurosos como carnes gordas, bacon, maionese, frituras, etc.;
  • Coma frutas, legumes e verduras, variando ao máximo os tipos existentes e dando preferência aos alimentos da época;
  • Limite o consumo de sal. Evite adicionar sal ao alimento à mesa e use o mínimo de alimentos salgados;
  • Tome, diariamente, seis a oito copos de água;
  • Evite bebida alcoólica;
  • Não consuma complexo vitamínico ou de minerais ou outro suplemento dietético sem a orientação do nutricionista ou do médico;
  • Procure fazer do horário da refeição um momento muito agradável!

Consulte sempre um nutricionista!

Andréia Carrara  NutricionistaAndréia Carrara é nutricionista pós graduada em nutrição esportiva e tem mais de 15 anos de experiência profissional. CRN3 10.525

Visite: andreianutricionista.com.br         e-mail: contato@andreianutricionista.com.br