Como prevenir a sarcopenia em idosos

idosos

A sarcopenia é um processo natural do envelhecimento caracterizado pela redução da massa e força muscular.

O idoso sofre uma situação conhecida como “anorexia do envelhecimento” que ocasiona a diminuição de massa magra, do gasto energético e da atividade física.

Fatores que levam à anorexia do envelhecimento são:

  • a redução do apetite pela perda de olfato,
  • a redução do paladar e saliva prejudicando a mastigação e deglutição, também pela falta de dentes ou próteses inadequadas,
  • a redução da visão dificultando a compra e preparo dos alimentos,
  • o trânsito intestinal mais lento devido à perda de força muscular, levando á constipação, inflamação do estômago, crescimento bacteriano anormal, prejudicando a digestão e absorção dos nutrientes, gerando dor e, consequentemente, a recusa alimentar,
  • a diminuição do poder aquisitivo combinada com o aumento de gastos com medicamentos de uso contínuo, gerando menor consumo de alimentos e aumento de efeitos colaterais prejudiciais á saúde,
  • a depressão causada pelo isolamento familiar e social e pelas perdas de pessoas que lhe são queridas,
  • as mudanças de funções orgânicas como a redução de hormônios sexuais, disfunção mitocondrial, perda de neurônios motores e resistência à insulina, ocasionam redução na absorção de nutrientes e aumento do sedentarismo.

Quando o idoso é hospitalizado por qualquer razão, esta perda muscular se potencializa.

sarcopenia

O cuidado nutricional com este paciente é fundamental para prevenir e tratar a anorexia do envelhecimento.

Não podemos esquecer que o idoso consome um volume pequeno de alimentos, dificultando a oferta energética e protéica.

Nesta situação, o nutricionista deve utilizar dois aliados importantes: o Whey protein e a vitamina D.

Estudos já realizados com homens e mulheres demonstram que a ingestão de Whey Protein (proteína do soro do leite) como suplemento com exercícios de resistência, beneficiam a manutenção da composição corporal. Este suplemento é rapidamente digerível e constitui uma das melhores fontes de aminoácidos de cadeia ramificada: o BCAA.

O BCAA deve ser usado por duas razões:

  • os aminoácidos que compões o BCAA (leucina, isoleucina e valina) estão envolvidos na síntese da serotonina no cérebro, atuando na redução da saciedade e estimulando o apetite.
  • têm ação anti-catabólica, estimulando a produção de proteínas e inibindo a proteólise (quebra de proteínas).

A vitamina D é uma vitamina com função antioxidante e transportadora de cálcio para dentro dos ossos e dentes. Encontrada no leite e seus derivados, gema de ovo, alguns peixes como o salmão, a sardinha e o atum e no fígado bovino.

Fundamental considerar que a nutrição deve estar associada com a atividade física. Se for feita ao ar livre, melhor ainda.

Em casa, com a família, ou numa instituição de longa permanência para idosos, é importante que o indivíduo caminhe, movimente-se e se sinta ativo. Pode ser secando louça, varrendo as folhas do chão ou indo à banca de jornal.

O receio de todos que rodeiam o idoso de que se machuque, acaba limitando-o. Causando, tanto prejuízos físicos, como a sarcopenia, como prejuízos mentais que tratarei num próximo post.

Enfim, a prevenção da sarcopenia em idosos envolve vários aspectos que vão além da nutrição!

Andréia Carrara Nutricionista Andréia Carrara é nutricionista pós graduada em nutrição esportiva e tem mais de 15 anos de experiência profissional. CRN3 10.525

 

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Excesso de tecnologia é igual a falta de vitamina D

Vitamina D1EXCESSO DE TECNOLOGIA É IGUAL A FALTA DE VITAMINA D

18/06/2015

Sem percebermos, talvez em razão dos dias mais frios ou menos ensolarados, nos aninhamos dentro de nossas casas ou escritórios e esquecemos que é muito importante “tomar sol” diariamente para que a vitamina D, fundamental para nossa saúde, cumpra seu papel em nosso corpo e ajude a evitar doenças graves.

Apesar de vivermos num país que tem à disposição muitos dias de sol aberto, nossos hábitos e rotinas pessoais, especialmente nos meses frios, além da conhecida “correria diária” nos levam a ignorar a importância dos raios solares para a manutenção de uma boa saúde física e psicológica.

Além dessas questões, o uso excessivo da tecnologia como aparelhos de TV, computadores, vídeo games entre outros, além da violência dos grandes centros, tem contribuído para que pais e filhos permaneçam ainda mais longe do sol.

É claro que a vitamina D pode ser absorvida quando nos alimentamos, mas 20 minutos diários de exposição aos raios solares podem fazer com que o organismo produza vitamina D em quantidade que atenda nossas necessidades durante a juventude. Em situações especiais e para idosos pode ser necessária suplementação orientada por nutricionista ou médico após devida avaliação.

Diferente do que muitos imaginam, pesquisas realizadas ao redor do mundo demonstram de forma incontestável que há relação direta entre a exposição aos raios solares e a vitamina D, tanto na sua produção quanto no fundamental processo de absorção de cálcio pelo organismo, o que nos remete à saúde de nossos ossos, mas não é só isso.

Essas mesmas pesquisas constataram que a vitamina D está envolvida em inúmeros processos cerebrais, incluindo neurorregulação, neuroproteção, neuroplasticidade e desenvolvimento cerebral e, por isso, muitos desses estudos demonstram associação entre a falta de vitamina D e depressão, por exemplo.

A mesma vitamina D, está envolvida na síntese protéica dos músculos e no crescimento muscular, bem como no tratamento de fibrose hepática nos casos de hepatite C. Na infância, por exemplo, a falta de vitamina D pode levar ao raquitismo, causando uma desordem no crescimento. Entre outros problemas pode até afetar o esmalte dentário da criança.

Existem estudos relacionando a falta de vitamina D com câncer de mama, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias em crianças entre outras.

Também chamada de Calciferol ou Colecalciferol, a vitamina D é denominada lipossolúvel, ou seja, está presente em óleos. Portanto, é encontrada em grande quantidade no óleo de fígado de peixes como o lambari, bacalhau, arenque, atum e algumas espécies de cação. Leite e ovos também são fontes de vitamina D, mas atingir a quantidade necessária de vitamina D somente com uma boa alimentação pode não ser suficiente.

É fundamental mudarmos nossos hábitos para inserir 20 minutos diários de exposição ao sol para que a vitamina D seja produzida pelo organismo e assim atenda as necessidades do corpo.

A hipervitaminose D, que é o excesso de vitamina D, não ocorre por ingestão alimentar e sim medicamentosa. A hipervitaminose D é caracterizada por hipercalcemia, excessiva calcificação dos ossos, e até mesmo formação de cálculos renais, podendo também levar a surdez. Daí a necessidade de avaliação profissional antes tomar qualquer cápsula de vitamina D.

Então, a dica é manter uma alimentação saudável e introduzir peixes, ovos e leite na rotina alimentar, além de equilibrar as atividades do dia a dia para aproveitar o sol que nos é oferecido diariamente e de graça, claro, respeitando os horários em que se deve evitar o sol forte.

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